| Senador americano Joseph Lieberman: “O sábado realmente tem sido o fundamento de minha vida” |
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| ASN - PORTUGUÊS |
| Seg, 21 de Novembro de 2011 11:04 |
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Em vez disso, uma fonte da calma de Liebeman é a abordagem – cerca de oito horas depois de nosso encontro – do dia semanal de descanso conhecido como sábado. Como judeu ortodoxo, Lieberman, com exceção de questões que envolvem a preservação ou salvamento de uma vida, não vota no senado no sábado; quer ele vá para casa antes do pôr do sol da sexta-feira ou tenha de ficar no senado durante as horas do sábado, ele vai e volta de sua casa, na região de Georgetown, Washington, D.C., normalmente acompanhado por oficiais da Polícia do Capitólio dos EUA, como guarda-costas. Quando ele se tornou o primeiro judeu americano a seguir na lista de candidato político nacional, na ocasião ele era o vice-presidente na chapa de Al Gore, em 2000, que não fazia campanha no sábado, algo que tem mantido ao longo de sua carreira política. O companheiro de chapa de Lieberman, do Tennessee, que certa ocasião estudou na Vanderbilt University Divinity School, compreendia bem o compromisso de Lieberman com o sábado. Esse senador disse: “Na verdade, os Gores celebraram o sábado com o Lieberman e sua esposa, Hadassah, mais de uma vez depois do fim da campanha.” Essa dedicação é muitas vezes vista nos corredores do Congresso. O sexagésimo terceiro capelão do Senado dos Estados Unidos, Barry C. Black (USN Ret.), é adventista do sétimo dia e, na Câmara dos Deputados, os Deputados Roscoe Bartlett (R-Md.) e Sheila Jacksonn-Lee (D-Tex.) são membros da igreja. Mas entre muitos de seus colegas, incluindo alguns de seus irmãos judeus, Lieberman está quase isolado em sua dedicação de guardar o santo dia do sábado, conforme ordena as Escrituras (Êx. 20:8-11). O livro A Message for Today (Mensagem para Hoje), de Lieberman, fazendo referência ao renomado Rabino Joshua Heschel, chama o dia de “santuário no tempo”. Ele disse que o sábado “começou como um mandamento, mas na verdade é uma dádiva.” Essa visão, do sábado bíblico como uma dádiva de Deus para toda a criação, toma o tempo em nosso diálogo. Depois do verão, o Lieberman publicou The Gift of Rest: Rediscovering the Beauty of the Sabbath (A Dádiva do Descanso: Redescobrindo a Beleza do Sábado) (Howard Books), um volume que foi endossado por personalidades tão diversas quanto Cecil O. Samuelson, presidente da Brigham Young University, e o Arcebispo Timothy Dolan, líder da Igreja Católica na cidade de Nova Iorque. Líder na indústria do livro, a Publishers Weekly declarou: “Essa composição profundamente sincera e de fácil leitura, certamente, irá ajudar as pessoas a repensarem seu conceito do sábado e incentivá-las a descansar.” Lieberman disse que seu rabino “cutucou-o” para escrever o livro, curiosamente o sétimo volume que ele publicou, o senador destacou com um sorriso. Ele disse que conhece a compreensão dos adventistas do sétimo dia quanto ao sábado e sente que os adventistas do sétimo dia entenderão sua posição. Ele discutiu as questões do sábado com o Capelão Black, que é o primeiro adventista a servir como capelão do Senado americano. Quando perguntado do por que o sábado é importante, ele respondeu: “Como não é importante? Esse dia me faz lembrar de minhas oportunidades e das responsabilidades nos outros seis dias.” Ele acrescentou que o mandamento do sábado inclui a orientação “seis dias trabalharás e farás toda a tua obra” (Êx. 20:9). E certamente, o livro do Lieberman incluiu um capítulo referente às atitudes no trabalho durante esses seis dias. O Lieberman crê que a observância do sábado, embora não enfatizado em seu livro, pode ajudar algumas pessoas nos círculos políticos a diminuírem do tom da retórica visto no ambiente superaquecido de nossos dias. O sábado, ele disse, “incentiva a humildade” ao fazer com que as pessoas se desconectem da rotina normal. “Se o mundo necessita encontrá-lo, irá encontrá-lo”, ele disse, acrescentando que “uma das coisas [a respeito do sábado] é que o tira da exaustão do trabalho. Ao dedicar tempo para a família, para o culto na comunidade e para estar junto à natureza, ‘você ouve aquilo que não ouviria em outras circunstâncias.’” Essa promoção do sábado é um grito distante das ações, muito tempo atrás, de outro senador do nordeste dos Estados Unidos, H. W. Blair, de New Hampshire. Foi Blair, em 1888, e por vários anos subsequentes, que introduziu a “lei nacional do domingo”, convocando os americanos a respeitarem o primeiro dia da semana, como o dia de descanso. A lei do Blair morreu na comissão, mas suas ações foram suficientes para estimular os líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia a começarem a trabalhar pela liberdade religiosa e que segue até nossos dias. Voltando à questão da Criação, o Lieberman disse não estar preocupado com a expressão de crenças dos políticos, como fazem vários Republicanos, que disputam a presidência em 2012. Porém, ele disse, “As afirmações da fé devem cessar como uma tentativa para quebrar a cláusula estabelecida na Primeira Emenda à Constituição que proíbe a criação de um ‘estado religioso’”. [Equipe ASN – Mark Kellner] |
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