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Pesquisa do IBGE revela aumento de evangélicos sem vínculos com igrejas PDF Imprimir E-mail
ASN - PORTUGUÊS
Qua, 17 de Agosto de 2011 08:40

 

Pr. Renato Stencel: materialismo é uma das causas desse individualismo religiosoEngenheiro Coelho, SP ... [ASN] Na segunda-feira, 15, o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria divulgando dados do IBGE (Instituto Brasileirode Geografia e Estatística) sobre o crescimento de evangélicos que não trazem vínculo com nenhuma igreja. De acordo com a Folha, o resultado da Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, mostra que de 2003 para 2009 houve um aumento de 14% do número total de evangélicos que não se sentem ligados a nenhuma religião. No mesmo processo de pessoas que admitem ser católicos, mas não praticantes.

 

Segundo o teólogo, Renato Stencel, que trabalha no Centro White do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp – Campus Engenheiro Coelho), esse índice pode ser justificado através dos seguintes fatores: materialismo, individualismo e a mídia. “O materialismo tem feito com que as pessoas busquem de uma forma muito individualista aquilo que é palpável, mensurável e aquilo que pode suprir as necessidades, tanto da perspectiva momentânea, temporal ou da perspectiva do entretenimento”, afirma.

O IBGE registrou que há dez anos, houve uma queda na proporção de católicos e protestantes e um aumento significativo de pessoas sem religião e neopentecostais. Para Renato Stencel, esse é um resultado do individualismo. “Esse aspecto leva a pessoa hoje a ter as suas próprias concepções e ideias a respeito de todo e qualquer tema relacionado com a vida, incluindo o aspecto religioso”, avalia.

Para ele, a mídia tem um grau elevado de repercussão. Programações que são produzidas com propósito de alcançar pessoas que procuram a religião para obter algum benefício. Com isso, as pessoas vão em busca destas instituições com objetivos específicos. “Lá elas ouvem pastores, bispos pregarem dizendo que se elas doarem sua casa, seu carro, a chave da sua casa, enfim, várias coisas, elas serão abençoadas infinitamente e terão mais do que tem hoje,” explica.

Stencel acredita que, com a influência da mídia e o poder de manter e criar tendências, a capacidade de escolha do cidadão é afetada. “Isso tudo vai apagando aos poucos das mentes das pessoas a capacidade decisória, a capacidade que chamamos dentro da filosofia de volitiva, capacidade de você escolher o que é certo ou o que é errado”, finaliza o teólogo. [Equipe ASN, Vanessa Lemes]

 

 


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