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“Talk Show” marca a campanha Quebrando o Silêncio na igreja do Guanandi PDF Imprimir E-mail
ASN - PORTUGUÊS
Qua, 26 de Agosto de 2009 07:35

CAMPO GRANDE, MS .... [ASN] Durante todo mês de agosto, acontece na América do Sul a campanha “Quebrando o Silêncio”, um projeto que visa a alertar contra todo tipo de violência sofrida por crianças, adolescentes, mulheres e idosos.

A Igreja Adventista no Mato Grosso do Sul, preocupada com os altos índices de abusos sexuais, violências domésticas, moral e outras, há oito anos realiza o projeto em todos os distritos. Foram distribuídas em todo o Estado mais de sete mil revistas para adultos e 30 mil revistas voltadas as crianças.

Este ano, a igreja do Guanandi realizou ao longo do sábado uma programação toda especial.  Todas as classes da Escola Sabatina – Rol do Berço, Jardim da Infância, Primários, Juvenis, Adolescentes, Jovens e Adultos – discutiram o tema da violência doméstica. Todas as crianças receberam a revistinha do Nosso Amiguinho que tem como objetivo preveni-las das várias formas de violência. Durante o culto, o Clube de Desbravadores Fernando Sthal distribuiu cerca de 200 convites no bairro do Guanandi. Todos os desbravadores estavam com uma camiseta que foi especialmente preparada para a programação. Enquanto isso, na igreja, Milca Lopes de Oliveira, doutora em Saúde Pública pela USP, foi a oradora com o sermão ‘Deus sabe, Deus ouve, Deus vê’. Ela levou muitos pais a refletiram em seus métodos disciplinares e muitos cônjuges a repensarem suas formas de demonstrar amor.

Na parte da tarde, um Talk Show debateu várias questões. Com a presença da Turma do Nosso Amiguinho e dos seguintes profissionais; professora Gláucia Lima, assistente social Adriana Fabretti, socióloga e conselheira tutelar Jucylleyde Lopes, psicóloga e conselheira tutelar Meliane Cimatti, advogado Algacyr Pissini Neto e o mediador  enfermeiro Cleiton Oliveira, o público presente pode esclarecer diversas dúvidas. Perguntas como: Se uma mulher que apanha do esposo, sair de caso por causa das agressões, ela perde seus direitos sobre a casa e filhos?, Qual o primeiro passo que mulheres, idosos e crianças devem tomar logo após a violência? A quem recorrer?  O que é a lei Maria da Penha?

Para o advogado Algacyr Pissini Neto, o abandono do lar por motivo de agressão é totalmente justificável. “O casamento é um contrato solene, que implica obrigações tanto para o homem como para a mulher, e se um dos dois quebrarem este contrato, será julgado, se houve um procedimento justificável ou injustificável. Na questão de uma mãe abandonar o lar pelo fato que seu marido está lhe agredindo, ela não perderá os direitos sobre os filhos e a casa”, explicou o advogado Algacyr.

Toda a programação foi coordenada pelo Ministério da Mulher, pela diretora Dilza Moreira e a esposa do Pastor, Julie Anne Nunes. Duas profissionais do Conselho tutelar, não-adventistas, quando viram os materiais que a igreja dispunha, ficaram encantadas e pediram um pouco do material para trabalharem no atendimento que elas fazem às famílias. Elas receberam 40 revistas para oferecer aos pais e 400 para trabalharem com as crianças. [Equipe ASN, Arumi Santos]

 


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